Consumismo: você ficaria 365 dias sem compras?
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Numa conversa informal por e-mail com a Júlia Vieira, leitora do Bicha Fêmea que já se tornou uma querida, o trololó acabou enveredando pelo assunto consumismo e ostentação. Ela é portuguesa, e contava para mim que, mesmo numa crise financeira pela qual o país vem passando, as pessoas não perdiam o hábito do consumo supérfluo.
Enquanto discutíamos sobre o porquê de as pessoas agirem assim, mesmo que isso signifique consequências negativas, ela sugeriu que isso fosse uma pauta no Bicha Fêmea. Anotei a ideia, e fiquei pensando sobre como abordá-la por aqui… até conhecer a Marina!
Conhecer essa blogueira me deixou entusiasmada para mostrar suas ideias e propostas bloguísticas no Bicha Fêmea. Achei interessante falar dela neste post porque o que ela tem feito representa uma resistência ao comportamento em bloco e automatizado que muitos andam adotando: consumir, consumir e consumir…
Pois é, esta Psicóloga mineira resolveu experimentar passar um ano de sua vida sem compras… parece loucura? Ela encarou o desafio. E como se não bastasse, assumiu esse compromisso em público ao blogar sobre esse projeto pessoal no “Um ano sem compras”, e por incrível que pareça, vem contagiando muita gente com sua atitude.
A proposta da Marina tem feito bem ao seu bolso, é verdade, mas muito mais a sua cabeça. Ela falou sobre isso com exclusividade para o Bicha Fêmea e conta quais suas descobertas desde que decidiu adotar essa mudança de postura. Quer saber mais? Confere!
Não é novidade de que hoje em dia uma das ideias de sucesso na vida passa pela ostentação do que se tem, e quanto mais, melhor! As pessoas precisam consumir mais para serem felizes. Você decidiu ficar um ano sem comprar… sente-se mais feliz indo na mão inversa?
“Às vezes eu me sinto mais feliz e às vezes me sinto só meio estranha… O que eu percebo é que passei a usar o meu tempo de forma diferente e estou investindo mais em experiências e menos em coisas. Estava chegando numa situação em que toda vez que saía para passear acabava comprando alguma coisa, nem que fosse só um postal. Viver sem comprar supérfluos é realmente nadar contra a corrente… nesse sentido me considero privilegiada por estar vivendo essa experiência pois ela me faz ver que eu tenho uma vida mais plena do que acreditava: adoro meu trabalho, tenho um relacionamento excelente, uma família maravilhosa. Acho que tirar o foco de conquistar certas coisas materiais me fez olhar mais para o que eu já tenho.”
Há leitores de seu blog que estão aderindo a sua ideia e não estão comprando. Imaginava que conseguiria contagiar outras pessoas com algo tão inusitado?
“No início até passou pela minha cabeça que ninguém fosse se interessar pelo blog então para mim é surpreendente ver que outras pessoas também estão deixando de comprar, várias influenciadas pelo blog. Eu realmente não esperava que isso acontecesse e subestimei o alcance do blog. Não sou uma pessoa que usa muitas redes sociais ou que tem uma vida virtual intensa então o blog foi definitivamente uma surpresa pra mim. Eu não esperava encontrar tantas pessoas interessadas nas mesmas coisas que eu e sinceramente achei que a maior parte dos leitores fosse achar a ideia de escrever sobre um ano sem compras meio frívola ou superficial. Eu me enganei, ainda bem, e agora um monte de gente está deixando de comprar também!”
Já são mais de 100 dias sem comprar. O que tem mais valido a pena durante esse processo?
“Acho que o que mais me marcou nesses 100 dias foi a jornada de auto-conhecimento envolvida em um projeto como esse. Eu já escrevi sobre isso no blog tentando explicar porque eu resolvi parar de comprar por um ano. Um ano sem fazer alguma coisa que fazemos sempre meio sem pensar, meio automaticamente, necessariamente nos faz refletir sobre a vida que levamos, o que queremos, enfim… passa de tudo pela cabeça. Desde que o ano sem compras começou eu já emagreci, comecei a fazer exercícios, me tornei uma pessoa menos egoísta e mais desapegada, percebi como eu funciono em várias situações… enfim… O que eu mais gostei nesse período foi ter repensado tanta coisa.”
Está aí, diante dos seus olhos, o exemplo de que é possível viver sem exageros quanto ao consumo. Pensar e agir diferente exige coragem, é verdade, mas os resultados da mudança de postura podem trazer muitos benefícios, não é? Já pensou sobre isso?
E você? Apenas gasta por gastar, sem pensar se realmente precisa de tudo que acha que precisa? Se uma luzinha amarela já acendeu dentro de você, este post é um convite para a reflexão sobre o assunto. Mudar ou não… a escolha é sua!
Imagens: Stock.xchng
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Oi Lidi,
que ótimo post para nos fazer refletir no final de semana. Realmente esse consumismo tem que ser repensado, acho que atualmente as pessoas estão pensando mais em TER do que em SER e infelizmente muitas vezes isso é involuntário e quando a pessoa percebe ( muitas nem percebem) já virou um comprador compulsivo e está devendo o que ganha e pior…devendo o que não ganha.
E esse gasto desnecessário, esse consumismo vem afetando a nova geração, pois ele acabam herdando esses “valores” dos pais que dão tudo que eles pedem sem realmente verificar se os filhos realmente precisam daquilo.
Enfim….eu não sou uma consumista, só compro o que realmente preciso, não compro futilidades, coisas que não vou usar, quando enjoo de uma roupa tento dar uma cara nova a ela…e por ai vai kkk. Meus filhos também tem noção do que é o consumismo e tranquilos quanto a isso e não exigem ter algo do qual não precisem realmente.
Bem amiga….acho que me empolguei no assunto e comentei demais…kkkkk…desculpe, é que o trololó é bom demais!!!
bjux e um ótimo fim de semana
Vânia Pinho
Imagina, Vânia!
Você não tem por que pedir desculpas por ter comentado. Fique á vontade para escrever quanto quiser, sempre!
Sabe que concordo contigo que há quem consuma em exagero, ás vezes até o que não tem, de forma inconsciente. Tem gente que, quando percebe, já é tarde demais. Já se enrolou nas contas há tempo… tsc tsc tsc
Bom fim de semana para você também, viu?
Beijos,
Lidi
Ah…esqueci de te convidar pra passar lá no blog e conhecer um pouco mais sobre mim…te espero!
http://casadebonecadecor.blogspot.com/2011/09/recebi-o-convite-e-prontoaceitei.html
bjim
Ah, acho isso ótimo! Já vi iniciativas parecidas na Europa e EUA. Posso dizer com toda a sinceridade que não sou uma pessoa nem um pouco consumista. Roupa e sapato eu só compro quando preciso, quando o que eu tenho está velho para os padrões “sociais”, mas só porque no meu trabalho sou uma pessoa pública e tenho que me vestir “de acordo”. Mas geralmente minhas roupas e sapatos duram muito, até porque eu compro mais coisas básicas, que não saem de moda. De vez em quando me dou ao luxo de comprar mimos, geralmente material de artesanato – meu hobby e minha paixão – mas fico tranquilamente sem se for preciso. Nos meses em que a grana está curta consigo dar uma segurada legal. Eu acho realmente impressionante o número de pessoas que eu conheço que tem no armário tanta roupa nova que não tem tempo de usar tudo, as roupas envelhecem com etiqueta ainda! Não consigo ter essa gana de comprar desesperadamente assim, e procuro passar isso para meu filho. E “última moda” é algo que realmente não sigo, nem sempre acho bonito o que está na moda e, mesmo quando acho legal, enjoa logo porque todo mundo usa. As pessoas na rua parecem estar todas de uniforme! rsrsrs Achei ótimo vc levantar essa discussão! Bicha Fêmea rocks!
Olá. Li este post e fui de imediato ao blog “um ano sem compras”.
Gostei do que li e acho que muitos portugueses deveriam lê-lo.
Eu mesma , não sendo uma consumista desenfreada, porque tenho os meus compromissos mensais com o banco, por vezes, compro uma peça de roupa que gosto, um par de sapatos, uma carteira…
A sugestão dada no blog “um ano sem compras” é difícil de conseguir, mas penso que dá força e coragem a que evitemos de comprar o que não podemos.
E é o que vou tentar fazer neste outono.
Usar o que tenho.
Obrigado Lidi pelo post.
Beijinho
Pois é Maria, também acho a proposta de um ano sem compras bastante radical. Sei que não daria conta, por isso não me atrevo ou sinto necessidade. Entretanto, a gente não pode negar que tomar conhecimento do projeto pessoal da Marina faz a gente prestar atenção nos nossos hábitos e ver sentido em algumas coisas, ou não vê-las em outra. No final das contas, vale muito a pena a reflexão a respeito da postura consumista, né não?
:*
Lidi
Nem fala, Lidi, oremos! Porque comprar é muito bom! Hahaha. Graças a Deus consigo ser comedida, sou mais de fases, sabe? Então uma compensa a outra. Vou lá conhecer o blog dela! Beijos!
Já deixei de ser consumista e essa atitude se reafirmou com a morte da minha mãe e com o fato de ter que desfazer das coisas dela – acho que já lhe contei sobre isso. Tenho doado os excessos que adquiri durante a vida e aderi ao slow movement, retirando da minha vida tudo aquilo que consome o meu tempo e não me leva a lugar algum.
Boa semana! Beijus,
Sim, Luma, você já havia comentado sobre sua decisão. Eu sou totalmente a favor. Sobre isso, prefiro o caminho do meio, nem 8 nem 80, sabe? Acho que o equlíbrio, em tudo na vida, é sempre a melhor escolha.
:*
Lidi