Você receberia em casa um estrangeiro que nunca viu?
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A pergunta parece sem sentido? Se é para você, também é para outras mulheres. Imagine se eu te perguntasse: você assumiria a responsabilidade de mãe de um adolescente estrangeiro? Ficaria ainda mais estranho? Pois saiba que há quem faça isso, tudo através de programas de intercâmbio. Já ouviu falar?
A pauta desse post foi uma sugestão da Marluce, que é leitora assídua do Bicha Fêmea e quis divulgar essa forma fantástica de troca humana e de possibilidade de aprender uma nova língua…tudo sem sair de casa! Confere!
Quando Marluce me sugeriu essa pauta para o Bicha Fêmea, achei uma boa oportunidade de tocar num assunto que não parece muito conhecido da maioria das pessoas. Eu mesma não sabia da possibilidade de receber um jovem ou uma jovem no Brasil, de modo que a família adotasse esse estudante como filho a fim de que ele pudesse aprender nossa língua, cultura, etc. Na verdade, eu até conhecia um processo similar, mas no caminho contrário. Explico…
Já contei que marido foi intercambista? Pois é, ele foi. Quando ainda era adolescente, foi para os EUA passar o último ano de seus estudos por lá, antes de tentar vestibular no Brasil. Assim, por 1 ano ele conviveu com uma família norte americana, de acordo com os costumes da família, recebendo todo o carinho deles. Deixou o país com a sensação de ter ganhado uma família fora do Brasil, com direito a pai, mãe e irmãs americanas… se você pensa que é impossível criar esse tipo de laço, se engana…

Imagem: stock.xchng
Depois de mais de 13 anos, eles não perderam mais o contato. Marido já foi visitá-los várias vezes, e até eu já os conheço. Acho linda a forma como eles se tratam, trocam cartões e notícias, fotos e carinho… é realmente encantador! Mas será que esse tipo de experiência pode ser vivida no Brasil?
Em terras tupiniquins, se você quiser receber um estudante estrangeiro e vivenciar esse tipo de troca, é possível. Quem pode ajudar as famílias brasileiras nesse sentido é o pessoal do YFU. Já ouviu falar? Eles se apresentam assim:
“O YOUTH FOR UNDERSTANDING (YFU) é um dos maiores e mais antigos programas de intercâmbio em operação. Foi fundado em 1951 e funciona no Brasil desde 1963. Desde essa data já enviamos milhares de estudantes brasileiros e também acolhemos estudantes estrangeiros aqui. Já influenciamos a vida de milhares de jovens e nos sentimos muito orgulhosos disto.”
A Marluce, leitora que sugeriu a pauta, é voluntária do YFU, e já viveu essa experiência. É ela quem explica o que a levou a aderir ao voluntariado no programa: “eu fiquei pensando em como eu era aos 15, 16 anos, por aí… que seria muito legal fazer coisas que melhorassem a vida das pessoas, que acrescentasse para elas mas também para mim, o que é diferente de ser solidário numa campanha ou voluntária num projeto social. No intercâmbio eu sou solidária comigo também, porque conheço um monte de gente diferente! E não acaba, é para sempre!”.
”Inka é a primeira a esquerda, minha filha Marilia atrás e eu, prometendo que no próximo aniversário estariamos ali novamente”, Marluce explica.
Marluce continua divididindo um pouco mais de sua experiência com a gente, e conta que recebeu duas estudantes alemãs, uma em 2007 e outra em 2008, com as quais mantem contato. Esse laço se estendeu para a família das meninas, e espera visitar todos no ano que vem. Sua experiência foi além, e ela ajudou a “arrumar” família para dois estudantes alemãos, e até já mandou sua filha fazer intercâmbio na Alemanha também. Viu quanta movimentação internacional na vida de Marluce?
![intercâmbio[1]](http://www.bichafemea.com/blog/wp-content/uploads/2011/06/intercambio1.jpg)
”Lena e Marilia, minha filha mais nova, irmazinhas até hoje”, Marluce conta, toda cheia de orgulho.
Ela recomenda, e muito, a experiência. Quando perguntei o porquê, ela defendeu: “Primeiro: porque a gente aprende muito recebendo um estudante estrangeiro, geralmente fazemos novos amigos, e isso por si só é muito bom. Segundo: se seu inglês está nas cavernas, ele vai ressuscitar e de graça, porque a maioria dos estudantes de intercâmbio fala inglês fluentemente e não sabe português, então a gente aprende ou treina. Terceiro: um intercambista é um filho com manual de instrução, e isso é o maximo! Eles sabem as regras e devem obedecer e respeitar. É claro que vez ou outra dá problema, mas aí tem uma organização que dá suporte , o YFU, com muitos anos de experiência e que resolve qualquer problema, e quando é alguma coisa que não dá para contornar, o estudante volta para casa antes.”
Ficou interessada, ao menos, em se informar melhor sobre o que é o programa de intercâmbio do YFU, bonita? Se joga no site, explore as informações, pondere e pense a respeito. A Marluce também pode tirar suas dúvidas pelo marluce48@hotmail.com. Quem sabe não está aí algo novo pela frente? Quem sabe…
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É super legal! Tem muito tempo que já ouvi falar sobre isso. Minha tia conheceu uns americanos (isso deve ter uns 10 anos) e os levou pra gente conhecer. Eles vieram nesse esquema.
A gente acha que só nós é que queremos fazer intercâmbio… eles têm a mesma vontade, né? E quando vem ficam fascinados com um monte de coisas, assim como nós. Eu já quis fazer algo do tipo… quem sabe qndo eu tiver uma casa com um quarto a mais para receber essa pessoa? Pq hj não dá mesmo rs
É super legal mesmo!
Beijo
Pois é, Telma. Eu tinha essa mesma ideia equivocada, de que os estrangeiros não teriam interesse em aprender sobre nossa língua e cultura, já que o inglês ainda é a língua que prodomina no mundo dos negócios e tals, além de ser falada nos pontos turísticos pelo mundo afora… mas, olha aí: não é bem assim. Por isso que sempre digo: é blogando que se aprende.
:*
Lidi
Olá Lidiane!
Acabei de conhecer o blog e adorei demais!!!!!!!!!!!
O post faz pensar…Mas nada na vida acontece por acaso. Muitas vezes pensamos com medo, preconceito…e nem sempre deveria ser assim.
Obrigada por compartilhar conosco.
Voltarei sempre!
Será ótimo receber sua visita:
http://www.chria.com.br
http://www.amaischria.com.br -blog
bjos!
Chris da Chria
Oi, Chris!
Seja bem vinda ao Bicha Fêmea!
Fico contente de saber que post te levou a reflexão de alguma forma. Na verdade, a pergunta não exige um Sim ou Não. Pensar sobre a situação e conseguí-la enxergar com outros olhos, diferente de até então, já é um passo adiante na mudança cultural que temos quanto a receber um estranho, a exemplo de um estudante estrangeiro, em casa.
Quanto a visita no seu blog, frequentemente visito “minhas vizinhas” de acordo com meu planejamento de tempo.
Sendo assim, em breve eu vou passear no seu espaço, sim!
Beijos,
Lidi
Oi Lidi,
Assunto legal esse hein! vou contribuir um pouquinho falando que eu já recebi, ainda na casa dos meus pais, um rapaz de fora, um Suiço, que aliás acabou se casando com um brasileira, amiga do meu irmão. Meu irmão, também foi pra fora, então além de valer pontos para o programa de intercâmbio, ele tinha um amigo lá fora pra visitar! Vale a pena.
Gi
Bem vinda ao Bicha Fêmea, Gisele!
Muito bom que você tenha se manifestado sobre situação similar e mostrou que o saldo pode ser positivo, sim.
Obrigada!
:*
Lidi
Muito legal a experiência da Marluce, deve ser muito enriquecedora.
Agora bicha, respondendo a tua pergunta, eu não teria essa coragem de abrir minha casa p receber um estrangeiro, antes eu teria, amanhã pode ser q sim. Apesar de toda minha teoria antropológica e tal… Hoje eu não receberia, tô em outra, momento família, Helena é mto pequena, acho legal preservá-la. Um tempo atrás eu vi uma menina q tava fazendo pesquisa sobre o couchsurfing, não sei se vc já ouviu falar, na época achei bem legal, até pensei em aderir, mas hj eu ñ faria, tenho receio, talvez pelo momento q eu esteja vivendo.
Mas acho q a experiência é mto válida, se Helena fosse jovem e se eu tivesse condições, sem dúvida eu colocaria ela num programa de intercâmbio. O aprendizado de outras culturas e outras línguas é hj quase q um requisito profissional. Vejo isso no curso q ensino. Sabe q esse tema me deu até uma graaande idéia de pesquisa. Tu sabe q eu to dando aula em Turismo e eu abordo mto essa relação entre visitante e visitado e a experiência de intercâmbio é um ótimo objeto de pesquisa para discutir essa relação. Vixi! Já vem eu com minhas teorias antropológicas, rsrsrsrs. Bjim.
Pronto!
E eu agora fiquei toda prosa de saber que o Bicha Fêmea, de alguma forma, contribuiu para um “siricotico” nas tuas ideias de pesquisa acadêmica. Tô falando… o Bicha Fêmea também é cultura… kkkkk…
Valeu, fêmea!
:*
Lidi
Sou Rotariana. Pertenço a um grupos de pesssoas que se reunem no mundo todo para SERVIR ao próximo. Somos do Rotary International. Somos uma instituição de mais de 100 anos e temos um Programa de Intercambio com muito sucesso onde enviamos jovens de 15 a 18 anos para vários lugares no mundo que se hospedarão na residencia de Rotarianos no país escolhido e a família que enviou seu filho receberá o estrangeiro em sua residência, A duração é de um ano. Altamente seguro, cada adolescente conta com um conselheiro no país onde está. É altamente seguro. Para saber mais acessem o Rotary.og
Oi, Regina!
Bem vinda ao Bicha Fêmea!
:*
Lidi
querrrrrrrrrrrrrrrida ficoun óticou lindo, obrigada , visto atraves dos teus olhos minha experiencia ficou ainda mais bonita. Acho que vou receber de novo!!!!!!!
Bom saber que você gostou, Marluce!
:*
Lidi
Nossa! Que barato!!!
Já conhecia mais ou menos – os filhos dos meus padrinhos fizeram intercâmbio dessa forma.
E, quer saber? Deve ser MEGA interessante receber um estrangeiro em nossa casa! imagine a troca cultural, além da linguagem, claro! Fantástico!
Ótima dica da Marluce e parabéns por ter aceito e desenvolvido tão bem o assunto, Lidi. Mais um ponto pra vc!
Ai, meu Pai!
Obrigada, Silvia!
:*
Lidi
Não foi bem intercâmbio. Recebi em casa penfriends (amigo que o curso de inglês incentiva fazer por meio de troca de cartas): uma amaericana e um francês, que na verdade era amigo dela. Tive um azar danado ou sofri um choque cultural. Praticamente não tomavam banho!
Recepção no aeroporto: americana veio com um largo sorriso e com mingau d’alma nos dentes! Nem imagino quanto tempo ela não usava escovas de dente.
O francês, aparentemente, era melhor, mas o cheiro que trouxe do seu país era terrível. Ele saia de casa e o odor ficava. E olha que possuía um padrão alto, morava em Paris, muito educado, roupas de grifes famosas, malas impecáveis, um arsenal de cosméticos das melhores marcas, mas nada de tomar banho.
A americana ainda me deixou uma surpresa: conta telefônca salgadíssima com chamadas internacionais. Conversei que não podia fazer isso, mas fez as ligações escondida.
Sei não, mas não me aventuro mais.
Oi, Alessandra!

Bem vinda ao Bicha Fêmea!
Eita! Pelo visto sua experiência não foi das melhores!
Mas, vem cá, diante de uma experiência que já estava te deixando satisfeita desde o início, não dava para reverter a situação de alguma forma junto ao curso de inglês?
:*
Lidi
Lidi,
Acho que vc tentou dizer que a experiência não estava me deixando satisfeita desde o início. Mas no início estava tudo bem, a surpresa foi quando chegaram e com o passar dos dias. O curso não tem responsabilidade em relação a minha loucura, ele só incentiva a troca de correspondências para praticar o idioma.
Mas tudo bem. Aqui em casa como levamos as situações com humor, já na época ríamos muito da situação que nos metemos. O mais chato mesmo foi a conta telefônica, sentimos a dor no bolso.
Entendi…
Bom, ao menos vocês encararam tudo com bom humor.
:*
Lidi
Conheço várias pessoas que tiveram essa experiência de intercâmbio e todas falam muito bem a respeito. Deve ser realmente incrível viver um tempo em outro país, aprendendo a língua!
Lidiiii… adorei a dica pro meu armário, mto obrigada pela idéia!
Vou tentar fazer sim, aí te mostro as fotinhos, tá?!
Bjinhos
Oi, Kris!
Mostra as fotos, sim. Eu vou gostar muito de ver o resultado final, sem contar que é uma ideia muito criativa. Vale muito a pena você dividir depois.
:*
Lidi
Lidi, que saudades! Amei o tema de hoje! Eu trabalhei no AFS (American Field Service) no final dos anos 90 e convivi com muitos estudantes estrangeiros na época, além de trocar e-mails com funcionários de mais de 50 países!!!! Eu amava aquela rotina de trabalho, aprendi muito com outras culturas e outras formas de ver a vida. Se viajar já é bom demais, viver uma experiência de intercâmbio é melhor ainda! É claro que existe a fase de adaptação, na qual alguns adolescentes se integram às famílias postiças mais rápido que outros que sente mais dificuldade, mas isso é natural e esperado. Eu costumava dar mini-palestras para os pais dos estudantes na véspera ou algumas horas antes do embarque sobre como eles deveriam proceder em diversas situações. Você fez com que eu relembrasse uma fase muito gostosa da minha vida, que nostalgia! Embora eu nunca tenha feito intercâmbio e na época de segundo grau fosse bastante imatura, hoje em dia eu adoraria estudar/morar/trabalhar fora por um ou dois anos. Não é algo que eu imagine que vá acontecer, mas não perco as esperanças! Um grande beijo!
Eu receberia sem problemas, acho que essa troca de experiência é muito valiosa para ambos.
yvone
Neste género de intercâmbio e sendo orientado por alguma organização, todos ganham.
Hoje é mais fácil os jovens viajarem e conhecerem mundo, através destes intercâmbios do que na nossa junventude. Pelo menos para mim.
Beijinho
Acho esse programa uma experiência maravilhosa pra quem chega e pra quem recebe. Não tive a oportunidade de participar de um programa assim, mas aqui onde moro é normal esse tipo de intercâmbio promovido pelo Rotary Club. Tenho um projeto social em parceria com o Rotary, dou aulas de reutilização de retalhos e tive na minha turminha duas intercambistas que vão embora neste mês (alemã e mexicana). Elas são um amor, estão perdidamente apaixonadas pelo Brasil, aprenderam a fazer fuxico para levarem algo daqui (fizeram uma capa de almofada com uma bandeira brasileira estilizada) e dizem que vão dormir abraçadas com ela. Para elas e para as famílias que as acolheram foi uma experiência riquíssima. E para minha turminha também, adoraram ter umas estrangeiras na aula. Muito bom isso! Bjssssssss
Veronica Arteira
Imagino a delícia que deve ter sido a troca nessas aulas, Veronica.
Eu não fui necessariamente uma intercambista, mas tive a oportunidade de fazer um curso intensivo de Inglês nos EUA numa escola para estrangeiros, onde pude interagir com pessoas de vários países e nas mas diferentes faixas etárias. Eram jovens, homens e mulheres maduros. A experiência foi incrível! A possibilidade de se relacionar com pessoas de outros países e conhecer visões de mundo diferentes é sempre muito enriquecedora.
:*
Lidi
[...] Você receberia em casa um estrangeiro que nunca viu? [...]
[...] Você receberia em casa um estrangeiro que nunca viu? [...]
sim receberia e ia gostar muito
Oi Lidiane!
Eu e minha família passamos por isso. Minha filha foi pros EUA em 2002 e recebi uma australiana. Até hj mantemos contato com ambas as famílias que já vieram até passar férias na minha casa. Tivemos sorte prá lá e prá cá graças à Deus. BJ
como faço para ter um ou mais hospedes estrangeiros em minha casa gostaria de aderir ao programa
Marimar, entre em contato com o pessoal do site.
No post tem o link.
Boa sorte!
Lidi
como faço para ter um ou mais hospedes estrangeiros em minha casa gostaria de aderir ao programa sou dona de casa