“Mulher É Um Bicho Danado!”… Se Não, Vejamos…
Há uma observação sempre recorrente na boca de marido que diz assim: mulher é um bicho danado! ![]()
Essa observação, que eu diria não ser das mais requintadas, tem um “Q” de reflexiva, ou no mínimo “dá pano para manga”, para não dizer um bom trololó.
Ela vem sempre após atitudes femininas que ele acha extremamente curiosas, que talvez ele não veja ou sinta no universo masculino, e por isso cause tanta perplexidade. São atitudes que levam as mulheres a fazerem sacrifícios para estarem belas e se sentirem jovens, como por exemplo a busca pela beleza que se torna escravidão , ou a preocupação paranóica com a celulite, e ainda tentarem desmentir uma verdade inexorável: todo mundo vai envelhecer, inclusive a gente. E nessa busca incessante pela beleza e juventude, as mulheres se avaliam e se medem umas pelas outras, para analisar quem está no padrão, ou quem foge dele…
Também causa espanto a cobrança que as mulheres fazem entre si para que “arrumem marido”. Umas perguntam ás outras em tom de curiosidade se têm namorado, se não vão arrumar um, se já casaram, quando vão casar, etc. A princípio parece curiosidade, mas a pergunta é inquisidora e logo parte-se para a sessão dos “porquês” se ela responder que não tem um homem, como se isso fosse algo errado. Essa cobrança no mínimo esquisita foi colocada em discussão aqui no Bicha, e com maestria , pela Patrícia Pirota do blog “Ainda MininaMá”.
Recentemente a observação de marido veio a tona no festival do Japão. Falei desse passeio que fizemos aqui, lembra? Pois muito bem, foi lá que ele viu mais uma situação de cobrança entre mulheres protagonizada por uma moça que nos abordou para vender um serviço. Logo que ela perguntou se eu trabalhava fora e eu respondi que não, veio a famigerada pergunta em tom de reprovação:
“ah! então você não trabalha, só o maridão, hein?”
Logo pensei: “como assim?”
E respondi: “mas… não estar empregada significa ausência de trabalho? “
É preciso que se diga que ela percebeu a gafe e tentou remediar a confusão que fez com os conceitos de emprego e trabalho. O fato é que acho pouco provável que depois daquela situação delicada ela tenha se proposto a pensar a respeito, porque parece que as mulheres não param mesmo para pensar sobre o quanto são cruéis umas com as outras, cobrando-se entre si o tempo inteiro um modelo de vida padrão, como se tudo que fugisse a ele fosse um ultraje.
Por esses dias li a Ju, que escreve como colaboradora no blog “Coisas de Meninas”, levantando a discussão dos direitos adquiridos pelas mulheres a partir da luta feminista. Naquele post a bonita levantou um aspecto importante que ficou latente ao longo dos anos desde então: o direito que a mulher adquiriu de poder trabalhar fora se assim ela quisesse, mesmo que isso pudesse significar acúmulo de trabalho (a já conhecida jornada dupla), tornou-se um dever. Parece que foi isso mesmo o que aconteceu. E agora? Mais cobranças…
1 – Não estar bonita e “gostosa” significa que a mulher não é atraente;
2 – Não estar casada ou namorando significa que a mulher é “esquisita”, tem algo errado para que os homens “não a queiram”;
3 – Não trabalhar fora significa que ela é desprovida de competências se decidisse o contrário, ou passa o dia inteiro de pernas para o ar, incapaz de qualquer atividade que produza valor material ou intelectual.
Quando vejo situações assim, em que a mulher sofre cobranças para se adequar a alguns papéis, penso (com pesar) que parece termos voltado no tempo. Voltamos ao tempo em que a mulher é apontada se não rezar a cartilha que foi escolhida para ela. E onde fica o direito de escolha?
E mais, quando essa cobrança vem de forma ferrenha das próprias mulheres, que se tornaram carrascas delas mesmas, eu me pergunto: como uma mulher que se diz moderna, sucumbe a esse comportamento tão retrógrado de achar que funções, modelos e comportamentos engessados ainda existem? Não vejo outra saída que seja a de corroborar com a obsevação pitoresca de meu marido: “mulher é um bicho danado!”![]()
Imagem: Photobucket
Mais sobre o comportamento feminino?






Olá, Lidiane! Obrigada pela visita!
Pois é, hoje tá tudo tão “muderrrno”, mas as pessoas têm pensamentos meio retrógrados. É muito paradoxal. Vai entender, rs.
Pois é, pois é…
Como fugir de uma sociedade que não perdoa e tanto cobra, como não se bitolar no que ela impõe, como ser moderna e ser taxada de maluca, alternativa e outras coisitas mais? Como? Como?
Amiga!!! Quanta coisa eu perdi por aqui! passei para dar um oi e já estou indo ler os outros posts!
Bjokas flor.
Nossa!! adorei ler seus post. Vim conhecer seu blog depois de uma sitação de outra blogueria amiga. Adorei seu blog e voltarei sempre e vou começar a te seguir para saber das novidades.
Ficarei muito feliz de receber sua visita no meu blog, quando puder dá uma passadinha lá.
Grande beijo
Concordo com vc ! e sabe mais , cabe a nós , mulheres acabar com este pensamento para as próximas gerações, somos tão modernas que parecemos da idade da pedra.
bjs
Bicha fêmea, senti um ligeiro tom de desabafo nesse post…
Talvez as mulheres sejam muito mais exigentes consigo mesmas que os homens costumam ser. E se cobram mais porque durante muitos anos foram subestimadas.
É a tal história de ter de matar um leão por dia pra provar que dá conta de competir de igual pra igual…
Esses estigmas que vc citou podem existir para algumas pessoas machistas sim, existem muitos outros… mas não creio que devam incomodar quem tá convicta de suas escolhas. A gente não precisa provar nada pra ninguém, ou precisa?
Não sei se captei bem o foco da discussão…
Só passei pra dizer que fiquei muito feliz em saber que vc tá melhorzinha.
Bjs.
Recebi este e-mail no dia internacional da mulher, não tenho a autoria.
Tem a ver com a sua estória.
Uma mulher chamada Ana foi renovar a sua carteira de motorista. Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão. Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
“O que a todas eu pergunto é se tem um trabalho”, insistiu o funcionário.
“Claro que tenho um trabalho”, exclamou Anne.
“Sou mãe”.”Nós não consideramos ‘mãe’ um trabalho. Vou colocar ” Dona de casa”, disse o funcionário friamente. Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica.
A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante. “Qual é a sua ocupação?” perguntou.Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora: “Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas.”
A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem. Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.”Posso perguntar”, disse-me ela com novo interesse, “o que faz exatamente?” Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder:
– “Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro novos projetos (todas meninas). Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda???), o grau de exigência é a nível de 14 horas por dia (para não dizer 24…). Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente me abriu a porta. Quando cheguei em casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida pela minha equipe – uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3. Do andar de cima, pude ouvir o meu novo experimento (uma bebé de seis meses) , testando uma nova tonalidade de voz. Senti-me triunfante! Maternidade… que carreira gloriosa! Assim, as avós deviam ser chamadas “Doutora- Sénior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas”, as bisavós: “Doutora-Executiva- Sênior ” e as tias: “Doutora- Assistente”.
Uma homenagem carinhosa a todas as mulheres, mães, esposas, amigas, companheiras e amantes, Doutoras na Arte de fazer a vida melhor!
bjs….
Sou sua fãzona….
Passei para conhecer e acabei ficando… adorei tudo aqui!! Parabéns!!
Abraço
A própria mulher gerou essas necessidades não necessárias. Isso que é o pior! Aí, tornou-se cultural.
Mulheres são impiedosas…com as outras e com elas mesmas.
Experimenta fazer 30 anos para ver. 30 anos já é um crime pra sociedade, imagina quando tivermos 80. Quem dita as “regras” esquece que terá de se submeter à elas um dia.
Trabalhar fora, não trabalhar, ser casada, ser solteira, ter filhos ou ter o direito de não querer ter filhos… ah, o importante é ser feliz consigo mesma…aos 20, aos 30, aos 120 anos.
Beijos
Oi, Cristiane!
Imagina se precisa agradecer, bonita!
Beijos!
É, né, Rosi!
Difícil passar ilesa por uma sociedade que nos impões tanta coisa…
Beijos
Oi, Ruby!
Então tá! Boa leitura.
Beijos!
Gata vc esqueceu o filho, a cobrança dos filhos!
kkkk
Mas é, mulher é um bicho engraçado mesmo.
Bjss
Oi, Ana Claudia!
Que bom ler você no Bicha Fêmea pela primeira vez.
Fiquei curiosa por saber onde vou leu sobre o Bicha…
Ah! Claro que vou visitá-la!
Beijos e volte sempre!
Pois é, Creuza.
É como comentei com a Claudia, agora é hora de a gente criar mulheres mais equilibradas e gentis consigo mesmas, com seus corpos, suas mentes, suas vidas…
Beijos!
Oi, Claudia!
De fato, o post não deixa de ser um desabafo. Afinal, me senti vítima de mais um item na cartilha imposta ás mulheres e, aos olhos de outra, não me adequei. E era para eu sentir vergonha??
Não! Não me permito esse sentimento. Absolutamente!
Concordo contigo, as mulheres são bem exigentes umas com as outras, e provavelmente foi por ter sido subestimada por muito tempo. E foi para que pensássemos no quanto somos severas umas com as outras, que resolvi publicar o post.
Nós, mulheres, não precisamos ser assim com a gente mesma. Nós não precisamos provar nada para ninguém, nem matar um leão a cada dia. O que tínhamos de provar, está provado. Agora é hora de a gente criar mulheres mais equilibradas e gentis consigo mesmas, com seus corpos, suas mentes, suas vidas…
Acho que essa onda de estereótipos ficou no passado, provocou muito estrago na mulherada e não podemos permitir que a gente sofra com isso novamente. Até quando teremos que “nos adequar”, hein? Pelamor!!! Cada uma escolhe o que quer para sua vida, pronto! Não tem nada a ver a gente ficar medindo, quantificando, classificando e qualificando a vida da outra pela nossa…
E sim, você captou o foco da discussão…;)
Beijos, bonitona!
Bem, só uma interlocução sabiamente colocada pela garotada de hoje traduz essa situação: “É ú óooooooooo!!” . rsrsrsrsrrs Tá dificíl companheira. Obrigada pela visita. Vou torcer para vc ganhar o brinco. bjussss
Oi, Josiane!
Que bom ler você no Bicha Fêmea, bonita!
Eu já havia lido o texto que você pôs no comentário. Ele é bem elucidativo do que acontece hoje em dia, do único papel que se espera de uma mulher atualmente. Qualquer coisa fora disso é olhado com desdém… e parece que a mulher passa a merecer menos respeito. É “uó”. Pior ainda é quando essa imposição vem de outra mulher. Aí é “uó” ao quadrado… ehehehe…
Beijos!!!
Oi, Lany!
Que bom que gostou do Bicha Fêmea. Isso me deixa muito satisfeita.
Volte sempre que quiser, viu?
Beijos!
Pois é, Denise!
É verdade o que disse: quem dita as regras esquece que vai (ou pode) se submeter a elas um dia…
As pessoas até sabem que o importante é ser feliz, mas parece que tudo fica no campo da retórica mesmo. E não sossegam se vêem alguém vivendo feliz, mas de forma diferente da dela. Aí cobra, e cobra caro, com ironias e indelicadezas… eu, hein? Humpf!
Beijos, bonita!
Lidi amiga, adorei o post, já passei por isso, não trabalho fora de casa, mas dentro dela menina, só vc vendo, kkkkk! Deixando as brincadeiras de lado, concordo plenamente com vc, quando me perguntam se estou trabalhando e digo que não, o olhar das pessoas mudam, para satisfazer a pessoa eu poderia até comentar que tabalho em casa, fazendo meus artesanatos e que ando cheia de encomendas, mas não me dou esse trabalho, não vale a pena e nem tem o porque de me justificar, não devo satisfação a ninguém, a não ser as pessoas que amo e que me querem bem e não esse tipo de gente!
Bjs querida….
Vixe, Nana!
Pior que é verdade. E ainda tem mais essa!
Durma com um barulho desse!!!
Beijos!
Silvana, obrigada por sua torcida… eheheh…
Beijos
Pois é, Priscila!
Ninguém tem que provar nada para ninguém. Que ideia mais sem nexo!!! Eu, hein!
Até porque quem quer provar algo tem é mesmo necessidade de auto-afirmação. E é como a Claudia sabiamente falou, alguém assim não está seguro com as escolhas que fez, hã?!
Beijos, bonitona!!
É bonitas, quando deixei um emprego de 8 anos para cuidar da milha filha … recebi severas críticas de todos no meu trabalho !!! Da faxineira à minha Diretora. Faltaram me chamar de burra, disseram que eu estava me anulando e que me arrependeria.
But, faz 1 ano e seis meses e minha vida e família apenas melhoraram! Não critico quem tem filhos e trabalha, aliás nem todas podem se dar ao luxo de largar o emprego. Mas hoje entendo quem resolve se dedicar à casa e à família (que apesar de ser bem mais trabalhoso e cansativo… traz muito mais recompensas!).
Minha casa e minha filha estão 150% melhores … e eu me sentindo completa.
Beijosssss
Amei o Post, Lidi !!!!!!!!
Pois é, Ana!
A questão é: não está certo o seu modelo de vida, nem qualquer outro. Todas somos livres para fazermos nossas escolhas, e não é porque alguém é feliz assim ou “assado” que isso é o ideal. É nesse ponto aí que pretendo chegar, e acho péssimo quando alguém desvaloriza a escolha do outro porque só enxerga valor nas suas…
Você foi corajosa, hein? E que bom que você está feliz com a escolha que fez. Só isso vale a pena, nada mais. A gente estar bem com o que escolhe para a vida, né?
Já voltou das férias, bonita?
Beijos!!
Sabe Lidi,
li seu post umas duas vezes e fiquei muito feliz de não fazer parte deste grupo de mulheres que conduzem suas vidas desta maneira. Foram anos de autoconhecimento, mas valeu muito a pena.
Bjs querida.
E NÃO É?!!!
MULHER PODE TUDO NÉ, MUDAR DE IDÉIA, DAR SHOUZINHO DE VEZ EM QUANDO, SÓ NÃO PODE SER INFELIZ
ESSA COISA DOS OUTROS ROTULAREM A GENTE, COBRAREM AÇÕES, É PURA INCOMPETENCIA DE LEVAR ADIENTE A PROPRIA VIDA…
PIOR É VER QUE OS PENSAMENTOS ASSIM NA MAIORIA DAS VEZES PARTEM DAS PROPRIAS MULHERES
GENTE, CADA UM É FELIZ COMO QUER, E DO JEIT QUE QUER, E NÃO FOMOS FEITOS POR UMA FORMA NÃO, FOMOS FEITOS PELO INFINITO, TEMOS TODAS AS POSSIBILIDADES AO NOSSO ALCANCE
BEIJO BONITA!!!
Gente, ouso discordar da maioria…
Não creio que seja crítica da mulherada ou exigências demais da ala feminina. É que a vida hoje em dia anda tão difícil, que para as pessoas comuns o fato de alguém não trabalhar fora não poderia ser por livre opção, mas por falta de oportunidade, de qualificação ou de experiência. Por isso reagem como se tivessem piedade.
Não acho que fazem por mal, mas por ignorância. Porque não tiveram a oportunidade de conhecê-la (Lidiane), de ver o quanto vc é capaz, o quanto escreve bem, o quanto é politizada, socializada, contextualizada.
É difícil julgar um livro pela capa.
Agora, isso ocorre independente do sexo. Já pensou ouvir de um homem a resposta de que ele é dono de casa? E eu conheço 2! Muito pior seria a reação da tal vendedora.
Agora, me permitam perguntar: a cobrança vem das outras mulheres mesmo?
Ou no fundo a gente fica querendo justificar nossas escolhas o tempo todo para não parecer uma perdedora?
Deixem-me só contar uma história rapidinho. Na faculdade, tinha um professor de Direito Processual Penal que costumava dizer que eu era a melhor aluna que ele tinha tido. Mas que infelizmente provavelmente eu terminaria como dona de casa, mãe ou pararia num empreguinho medíocre como todas as alunas mulheres que ele teve. O que seria uma pena.
Já pensou? Ele era homem e já estava me julgando aos 19 anos.
Mas eu não me abalei. Cheguei até onde quis chegar. Outro dia ele foi nomeado presidente do órgão em que trabalho. Quando me reencontrou disse: mas vc está aqui? POr quê? Eu respondi: porque se eu quisesse estar em qualquer outro lugar, não duvide que eu estaria. Nunca mais ele me julgou. Santo remédio.
Sei que às vezes precisamos ficar nos lembrando do nosso potencial e de que nossas escolhas não abafam quem somos. Talvez, só talvbez (me desculpem arriscar) num momento de dúvidas, uma pergunta dessas toca na ferida aberta.
Mas relaxa, vc é superior e como já disse, não tem de provar nada pra ninguém. Somos livres para escolher o nosso caminho. Só temos obrigação de ser felizes, mas nada. O resto é lucro.
Boa noite.
Fátima
Bom para você que o quer que você tenha escolhido para sua vida tenha sido pensado, tenha sido uma escolha lúcida…
Beijos
Eita, Karol!
Só você para dar cores poéticas a discussão.
Beijos
Claudia
Respeito muito sua opinião, bonita. Você pode discordar, sempre!
É. As mulheres acabam cobrando tanto por ignorância mesmo. A realidade sócio-econômica de muitas pode levá-las a pensar que só há um tipo de possiblidade na vida, e tudo o que for diferente soa estranho… deve ter sido isso o que se passou na cabeça daquela moça.
A possibilidade de discussão de certas questões ajuda a gente a enxergar as coisas por outra ótica, muitas vezes. É por isso que gosto tanto do debate. Aquela moça foi “programada” para enxergar como sendo legal somente um tipo de escolha na vida. Provavelmente ela não teve outra escolha. Ou teve, e ela fez a dela. Isso é ótimo. O que não é legal é a visão limitada de que ou tem de ser do jeito “correto”, ou está tudo errado. Ou no mínimo, a pessoa é uma perdedora…
Perdeu o quê, mesmo?
O melhor mesmo seria é que ela pudesse estar lendo esse debate, e ver que há alternativas, há mulheres que “escolhem diferente”, e está tudo bem. Queria que como eu, ela compreendesse que a vida hoje em dia está difícil, e que não são todas as pessoas que podem escolher o que querem fazer de suas vidas, de acordo com suas prioridades. Mas há quem possa, e estou falando destas…
Em momento algum eu quis justificar algo, nem sequer saí listando competências que eu possa ter, ou experiências profissionais pelas quais passei, e que me forjaram como sou. Ou ainda, sequer listei as razões que me fizeram estar fora do mercado de trabalho. Essa não é a questão. Eu não quis competir com aquela moça quanto a capacidade e probabilidade de “dar certo” na vida, nem com ninguém. É como você mencionou antes (e eu concordei), não temos (nem eu tenho) que provar nada para ninguém. Não há mais essa necessidade… para nenhuma de nós.
E termos como “perdedora” e “superior” podem acabar por se configurar numa armadilha mental… pessoalmente, acho que esse é o primeiro passo para que se comecem as comparações…
E aí, vem o círculo vicioso…
Não precisamos mais nos comparar. Comparar com o quê? Comparar com quem?
Ah! Vem cá, como se pretendia superior o teu ex-professor de Direito Processual, hein? É de uma soberba absurda julgar “quem termina como dona de casa, mãe ou tem emprego medíocre” como algo inferior ou humilhante. Essa criatura é sem comentários…
Beijos, bonita…
Oi Lidiane,
adorei seu post. É tudo verdade! Acho que teremos que tentar mudar esses conceitos na nova geração de mulheres, né? Pelo menos por aqui, na região dos EUA onde eu estou morando, isso é encarado de outra forma: muitas mães simplesmente escolhem ficar em casa e criar os filhos ao invés de trabalhar fora, e a sociedade até valoriza isso!
Como o meu “trabalho” é diferente (faço doutorado na área de oncologia) já passei por situações semelhantes com certa frequencia: alguém pergunta o que eu faço da vida e após ouvir “doutorado” já me olha com uma cara pensando: “ii, passa o dia estudando e gastando o dinheiro do governo”. Infelizmente muita gente não tem consciência de que passamos o dia (e a noite também, quase sempre) trabalhando num laboratório, tentando responder importantes questões da biologia/medicina, que um dia poderão contribuir para melhorar a vida daquela pessoa.
No começo eu ficava revoltada, mas hoje em dia penso que é falta de conhecimento de quem pergunta mesmo!
Beijos e até breve
Oi, Lidi
Gosto sempre de lembrar das coisas que – segundo o meu próprio critério e julgamento – compõem a parte boa da maturidade. Porque maturidade é também o que o tempo nos proporciona diante do exercício cotidiano de experimentar, e errar, e acertar, e errar de novo até que descubramos não o caminho perfeito, mas as agruras e benesses dos vários caminhos.
Já faz algum tempo que deixei de ser criança ou mesmo uma jovem mulher. Tenho 51 anos e atitude suficiente para gostar de estar bem, para me arrumar num estilo que acho ser o melhor para mim, para fazer eventualmente o estilo gostosa para o marido, para tantas outras estar sem saco para a produção cotidiana, para ir à academia todos os dias porque, na medida do possível, quero enfrentar os efeitos da lei gravidade no meu corpo, para pensar sim que, talvez daqui há dois anos, quero fazer um lifting para retirar um pouco do pescoço que a herança familiar vai me trazer. Enfim, posso querer tudo e ser tudo desde que tudo isso signifique uma escolha, com os ônus e bônus que isso insere. Assim, quero dizer que não há escravização quando há escolha consciente, baseada nos critérios pessoais. Posso achar estranhissimo – e acho – mulheres na minha faixa etária que parecem “real dolls”. Não gosto, não admiro e nem acho que os homens – tenho vários amigos de quem ouco tais afirmações – gostem disso. Isso é uma paranoia completamente feminina e dispensável – ao meu ver.
É tão curioso, mas as pessoas – mulheres, principalmente – tem uma necessidade de enquadramento meio doentio. Já falei lá no blog o quanto me sinto pressionada pela pergunta eterna: “e aí, quando vai ser vovó?” Como se só me restasse esse desejo, tendo em vista ter um filho casado de 27 anos e já ter ultrapassado a faixa da meia década. Não…mil vezes não!!! Vou ser uma avó – se o for – com prazer, mas não por objetivo. Quiz ser mãe…ser avó não é uma escolha minha, portanto não pode ser uma meta.
Acho que isso vale para a questão da opção por uma vida profissional, pela escolha de um ofício, pela necessidade ou não de fazê-lo parte fundamental de sua vida. Pessoalmente, acho que é. Mas aí discutiria até o dia de amanhã e esse comentário não terminaria nunca.
Beijos prolixos. Vê
Lidiane, vc captou bem quase tudo o que eu quis dizer.
Deixa eu fazer só um esclarecimento.
Quando usei a expressão “superior” quis me referir ao debate. Vc é superior “à imagem marginalizada que se cria de uma mulher que não trabalha fora”. Não quis, de modo algum, dizer que vc fosse superior à tal vendedora ou a quem quer que seja.
Quando falei o termo “perdedora”, foi me referindo às oportunidades que eventualmente tenhamos perdido ao escolhermos estarmos onde estamos. Sim, porque cada escolha implica uma renúncia (ou várias renúncias). Não que houvesse uma competição onde existissem necessariamente ganhadores e perdedores, entende?
Espero ter me expressado melhor desta vez.
Oh, gostei muito desse tema Lidi, e sabe, sempre trabalhei desde cedo, não tenho uma faculdade, a não ser a da vida que me ajudou muitooo.
As vezes (eu mesma e só eu) me queixo disso, mas passa logo, porque tenho a certeza que realmente não teve jeito.
O importante é que sejamos felizes com o que conquistamos, sejá lá o que for e que título tiver!
E como diz o meu Pastor, a profissão Dona de Casa é aquela que abrange tudo o que há em outra profissão, somos nutricionistas, organizadoras, babás, estoquistas, office girls, fazemos compras, somos psicologas, professoras, temos que estarmos bonitas, sorridentes, etc etc e tal. Se fossemos receber pelo nosso trabalho de dona de casa, affff, seria uma fortuna nosso salário, e, ah, além de ser gratificante né?!
———
Queria agradecer muito teu comentário sobre o nosso novo blog, é um sonho antigo, mas ralmente muito corajoso né? Tenho mil planos para ele, mas sabe, aos poucos vou levando!
Dar uma cara nova ao blog não é muito difícil não Lidi, já quebrei muito minha cabeça, mas eu achava esses blogs com 03 colunas o máximo. Pesquisei bastante até que gostei desse, baixei e comecei a usar!
No wordpress eu não sei como funciona, mas sei que existem vários templates bonitos e bem funcionais para ele.
MAs, sinceramente, eu adoro o teu blog, ele é clean e leve, a não ser realmente que vc sentisse a necessidade de ter mais uma coluna ou links horizontais.
Bom, de qualquer maneira estou por aqui, qualquer coisa é só gritar, rsrs.
Bjsss
Ah, já tirei aquelas letrinhas dos comentários, espero vc por lá, rsrs!
Minha lindinha,acho que toda a reflexão passa pelo viés do verbo pensar.Quando pensamos e tomamos atitudes certas e coerentes com nosso estilo tudo fica bem e aí sim,somo mulheres poderosas.Não importa se com o cabelo da protagonista da novela das oito ou se com os óculos intelectuais e sensuais da Marilia Gabriela,o que importa é saber o que queremos como você,que fez a sua escolha e é feliz com ela.Pode mudar um dia e vai continuar sendo feliz porque você quis.Sorry por aqueles que tentam a vinda inteira se adequar a um padrão sequer sem saber se isto traz felicidades.E é isso,enquanto o “mundo” dita um padrão e todos seguem não existe mais liberdade,a principal,que é a do pensamento+escolhas.
BJS E SEJAMOS FELIZES!!!!!
Li, eu costumo dizer lá em casa, quando me fazem essa pergunta sobre trabalhar fora, que eu parei de trabalhar, quer dizer, parei de ganhar dinheiro, pq continuo trabalhando muito em casa. Agora me diz quem é mais competente, aquela pessoa que segue ordem, ou aquela que ordena ???? O povo que trabalha fora esquece o quanto é dificil “gerenciar uma casa, marido, filhos, faxineira (quanto temos) contas a serem pagas…entre outras atribuições de um lar…Gente tem que ter muita competência pra fazer tudo isso sozinha e ainda estar linda, magra e cheirosa no final do dia.
Parece que hoje em dia ser dona de casa é só lavar, passar, cozinhar e assistir novelas Globais…PARA!!!! ser dona de casa é muito mais que isso.
Como eu disse antes tem gente que gosta de MANDAR e outras que prefere OBEDECER… ado, ado, ado cada um no seu quadrado, mas não venham diminuir uma DONA-DE-CASA.
Desculpe o desabafo, mas como já fui “mandada” antes, sei bem como é estar dos dois lados.
Hoje prefiro estar em casa e cuidar pessoalmente da educação dos meus filhos e cuidar da minha familia, e continuo adimirando uma boa profissional.
Bejus querida e inté.
menina, adorei o seu post, pra variar, deu trololó, né?
quando resolvi parar de trabalhar aos 39 anos, depois de trabalhar desde os 15 – pq. não aguentava mais a mediocridade do meu emprego semi-público -, percebi alguns narizes virados, algumas críticas mudas.
como eu sou meio grossa, meio mal educada, como dizem por aí, ninguém ousou me criticar abertamente, com medo da reação…
a minha decisão foi acertadíssima. voltei à faculdade que eu havia largado qdo. nasceu a primeira filha, me formei, abri um escritório e voltei a trabalhar, mas dessa vez fazendo o que gostava de fazer.
quando nasceu meu neto, dois anos atrás, larguei tudo de novo e, mais uma vez, virei dona de casa e, agora, vovó.
sabe o que eu sou? uma mulher feliz, com uma família feliz!!
quanto à opinião dos outros (e das outras, principalmente), sinceramente, eu estou me lixando! nunca fui mesmo de seguir padrões, desde a adolescência, não seria agora, depois de “velha”, que eu seguiria, né?
bjs mil
Menina sabe que eu também acho um absurdo esse tipo de coisa?
Mas essa coisa de mulher moderna me perturba sabe.
Eu geralmente brinco quando tenho que ficar até de madrugada trabalhando que se eu encontrasse com a mulher que resolveu botar as manguinhas de fora lá no passado, e que disse que queria votar, queria direitos iguais, queria trabalhar, eu daria um cacete nela…hahahaha.
Porque ela não ficou quietinha? Rs…
Claro que tô brincando.
Mas a verdade é bem o que você disse mesmo, a gente se cobra muito, mas nem sempre é só pela gente, é pelo que os outros pensam da gente.
Irritante isso né? E sinceramente eu não vejo nada demais em quem decide se dedicar a outra coisa que não seja trabalhar fora. Como em casa eu sou o arrimo de família, vou continuar trabalhando até que as coisas se invertam. Mas não reclamo, apesar de ter vontade de jogar tudo pro ar as vezes…rs.
Nós te entendemos amiga!
Beijos
Fla
Ih, mas é cobrança de todo lado, né? Se vc trabalha e deixa os filhos, é insensível, se não trabalha, é dependente. credo! Dá pra nos deixar em paz?
beijos .Adorei o post
Oi, Rossana!
Está vendo como são as coisas? Já conhecia a fama positiva das “stay at home moms” nos EUA, mas não a fama negativa de quem trabalha na área de pesquisa. Veja que absurdo! Cada cultura que eleve uma atividade em detrimento da outras, e segmentos sofrem com esses preconceitos. Aff!!! Acho preconceito “uó” sabia? É de uma ignorância absurda! Eu hein!
Beijos, bonita!
Vê
Acho que você sintetizou bem a forma como desejo intensamente encarar a maturidade: sem paranóias. Qual mulher não gosta de se cuidar? Eu mesma me perco nos meus creminhos… ehehehehehe… mas é como você falou e eu concordo, tornar-se uma “real doll” é perder o senso de medida e sucumbir a paranóia. Não, isso eu não quero, hein?
Gente! Não creio que agora o povo cobra neto??!! Acho que essa discussão, como você bem sugeriu, nem teria fim, viu? Vão sempre exigir que a gente esteja “enquadrado”, e se não tiver há algum problema, digo, temos que nos enquadrar no modelo de beleza, de comportamento, profissional, família, e por aí vai…
Eita lelê!!!
Beijos, Vê.
Oi, Claudia!

Ah, claro! Entendi os esclarecimentos, sim.
Você sempre se expressa muito bem, diga-se de passagem…
Beijos!
Oi Lidi
Se eu for opinar esse tão bem escrito texto, receio que vire outro post.
Acho que nos tempos atuais as mulheres nem deviam mais pensar nestas questões.
Entretanto o maior sucesso na área de discussões nas revistas e blogs femininos são temas, para não dizer reclamações, sobre a dificuldade para encontrar o “príncipe encantado”.
Discussões como quem “paga a conta”, “Será que sou boa de cama?” são mais comuns do que imaginava. Que coisa mais machista. Cruz credo!
Há ainda velhas questões relacionadas com os filhos, divisão de tarefas…
No trabalho, estão preocupadas com as crianças que deixaram em casa.
Em casa, frustradas pelo trabalho, a carreira, a independência financeira que ficou para trás… Aguardando quem sabe hora mais “oportuna”. Culpa! Culpa! Culpa!
Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei – e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard do vôlei.
Viramos super mulheres e continuamos a ganhar menos do que eles??
blá, blá, blá…
A mamãe vivia dizendo que trabalhar fora de casa poderia ser comparado como férias permanentes… Praticamente o paraíso… Imagina:- Chegar a casa encontrar tudo limpinho, comidinha na mesa, as crianças arrumadas… Mulher cheirosinha…
Quer saber mais: Quando meus filhos eram pequenos e eu precisava ralar fora de casa para ajudar o “maleta”, só pensava numa coisa:
Ai como seria bom ficar em casa, cozinhando, organizando as gavetas, trocando móveis de lugar ouvindo música, cantarolando… ter tempo para fazer minha yoga, massagem… Tudo, TUDO MESMO, menos sair da cama e ter que engatar uma primeira e colocar o céLebro para funcionar.
Mulher moderna é a puta que a pariu! Ô raiva!
E atire o primeiro laptop HP Pavilion tx2075 Super quem nunca teve essa vontade!!!!
bjk e sucesso ai mulheres MUDERNAS!
Acho que tudo já foi dito por aqui. Ótimo post e ótimos comentários.
Então só vou complementar com o Rei: “o bom é ser feliz e mais nada!!!!”
Prá não dizer que não contei algo… tem gente que não se conforma de eu não ter marido (já fui casada duas vezes) e me diz assim : vc ainda vai ser feliz, ainda vai arrumar alguém … affffffffff
beijus lindona!
Olá Lidi linda! Sorry pelo sumiço, mas não te abandono!
Eu fico indignada com as regrinhas que a sociedade impõe, qua as mulheres aceitam e que os homens cobram! Aff! Até parece que se a gente não seguir esta determinada “linha”, não somos mulheres de exemplo para os que nos cercam. Gosto de ser quem sou, trabalhar com o que eu quero e vestir o que eu gosto. Não quero saber o que as outras mulheres (que são todas competidoras ou competitivas) vão achar. Amadureci, e aprendi a não viver de aparências…
Quanto aos filmes linda, assiste sim! São todos histórias reais de pessoas que fizeram alguma diferença no nosso mundo e nos deixaram seus exemplos de vida.
Já vou mas volto logo logo aqui. Não te largo popr nada! BjOs!
como concordo …as mulheres de modo geral são muito mais crueis sim…e quando oiço assim”o que é que queres mais? tens casa, marido filho e trabalho” como se tudo na vida se limitasse a isso e fosse crime querer mais …
Eu adorei o post.
Ultimamente tenho sentido vontade de matar (apesar de já estar morta) a desgraçada que quis que tivéssemos os mesmos direitos que os homens, porém não abdicamos em nenhum momento das responsabilidades que JÁ tínhamos.
Além de tudo o que já fazíamos, que não era pouco, acumulamos mais atividades.
Com o passar do tempo, a mídia vem e fala que lindo é ser, casada, executiva, magra (apesar das gestações), ter seios empinados, pernas bem torneadas, cabelos hidratados, unhas feitas e se possível trabalho social.
Pois é, e eu me vejo com tudo isso nas costas e já tive coragem de me sentir mal quando não estou com os cabelos em ordem, ou me sentir péssima por não ter dado conta da dispensa, do trabalho, do marido, da gata, dos dois filhos, da limpeza, de tirar o lixo, de olhar os cadernos….etc etc etc…
Mas quer saber, no final do dia quando tudo dá certo, eu viro pra mim mesma e digo: “Mulher é um bicho danado”.
Beijos e muito obrigada por visitar e comentar no meu blog!
Oi, Fabiana!
Eita lelê! Eu bem que já ouvi essa história aí de que diva do lar assume várias competências profissionais ao mesmo tempo. Guardadas as devidas proporções em respeito a quem enfrentou anos de faculdade para assumir essas profissões, digo que pode até ser, viu? …ehehehe… mas, oh! Pessoalmente não sei se estou com essa bola toda não, viu?
Obrigada pelo elogio “a cara” do Bicha Fêmea. Isso pelo menos me serve de consolo para ter paciência com a vinda de um novo template. Se eu me conheço, vai demorar um bocado…ehehehe…
Beijos, bonita!
Oi, Milena!

É, sejamos felizes como nossas escolhas.
E é como você falou, o importante é que sejam feitas de forma coerente com nosso estilo, aí não tem erro.
Beijos, bonita!
Oi, Márcia!
E aí? Voltou das férias?
Pois é, esse negócio de avaliar quem tem mais competências é uma furada mesmo, porque se somos diferentes e fazemos coisas diferentes, como atribuir parâmetros iguais? É no mínimo paradoxal, para não usar outros adjetivos…
Compreendo perfeitamente que você queira desabafar, a tentativa de diminuir de alguma forma a diva de lar é um sapo cururu impossível de ser engolido mesmo.
Beijos!!!!
Oi, Fátima!
É, mulher. Deu trololó… mas é assim que é bom, muitas opiniões numa discussão saudável só tende a acrescentar algo a quem se propõe discutir ideias, e não pessoas.
Vi, pelo que relatou, que você é “sangue no olho”, hein? Vai lá e faz, muda tudo de ponta a cabeça, e segue…
Corajosa, você!
Beijos, bonita!
Eita, Fla!
Dar um cacete nas pobres das feministas? ….kkkk… que mulher revoltada! …ehehehe…
Mas, oh! Que é que tem demais uma mulher decidir por usar sua força de trabalho de outra forma que não seja trabalhar fora, né? Nada! Que é que uma escolha ou outra prova? Nada! E se uma escolha fez uma mulher se arrepender por algum motivo significa que ela está condenada a carregar a cruz da escolha para o resto da vida? Também não!
A gente está cansada de ver histórias de mudanças completas de vida, porque o foco de prioridade das pessoas mudam. A vida não é estática, não é? As coisas podem mudar… só não muda quem já morreu…eita lelê!! Assunto de morte? Passa longe!!!!
Beijos, bonita!
Aff, Claudia!
Nem me diga, nem me diga… ehehe…
Beijos, bonitona!
Ai, Yvone!
…kkkkk… só você para chutar o pau da barraca na discussão do post, viu? …ehehehehe…
Adorei seu momento “descontrol”!
Todas as suas considerações foram muito bem colocadas. Pronto! Palmas para você… clap clap clap…:D
Beijos!
Eita, lelê, Luci!
Não dá mesmo para comentar essa frase tão delicada que sempre dizem para você, viu? Durma com uma bronca dessa!
Beijos, bonita!
Oi, Rejane!
Achei legal ler suas colocações de quem sabe o que quer, quem é, e não dá muita bola para a impressão alheia.
Beijos
É, Sonia!
Tem sempre alguém querendo dizer para a gente o que é certo e como viver… humpf!
Beijos!
Ai, Sheila!
É muita coisa na cabeça de uma mulher “muderna” mesmo, viu? Deus me livre! “Tô falanu”… durma com uma bronca dessa!
Beijos, bonita!
Olá, Lidi!
Mulher não tem espírito de classe mesmo, seu marido tem razão! rs rs
Acredito que o mais importante seja viver de acordo com suas convicções e da melhor maneira possível.
Quando minha primeira filha nasceu, escolhi trabalhar meio período, questão de prioridade. Nem todo mundo concordou comigo.
Ser mulher moderna é ter coragem para assumir suas escolhas (de salto alto e unhas bem feitas, claro – porque a “Amélia” ficou para trás…)
Bjsss
Oi, Flávia!
Gostei do “assumir as escolhas de salto alto e unhas pintadas”… ehehehe…
Adoooooro!
Beijos, bonitona!
Me diz uma coisa, a mulher casada que sai cedinho de casa, (pega onibus lotado, vai pro trabalho chato, engolir sapo de chefe mais chato ainda, volta pra casa a noitinha, no mesmo busão lotado que antes, pra jornada dupla de dona de casa,) pra ganhar um salario para complementar a renda porque o salario do incopetente do marido dela não paga todas as contas e nem da pra viver como ela gostaria, a gente da o nome de que…. Amelia????…..a tá a Amelia era aquela mulher de verdade, né??? essa ai é so minha imaginação!!!!
Li voce é mesmo uma mulher muito inteligente…. não é a toa que esse espaço é um sucesso. Obrigada por compreender meu desabafo. Não quis mesmo dizer que uma dona de casa é mais ou menos competente que uma medica que tira o coração de um morto e faz ele bater novamente num corpo vivo. Mas se voce perceber, quanto menor o grau intelectual da mulher mais ela discrimina. As vezes tem um emprego de doer, mas acha que a “Amelia” que tá em casa é que não tem valor.
Só isso e prometo não tocar mais nesse assunto, ta bom???
bejus.
…kkkk… Márcia, só você!!
Pode falar quanto puder e quiser. O Bicha é um espaço que me dá muito orgulho justamente pela interatividade, e respeito entre as bichas inteligentes que frequentam esse espaço.
Se a gente quer falar, “bora falar”. Não se preocupe porque quem menos vai tolher sua vontade de esticar o “trololó” sou eu.
Beijos, bonita!!!
Lidi,
Também acho esta pressão que sofremos de matar! Eu se tivesse dinheiro, sem dúvida nenhuma levaria uma vida diferente e teria mais tempo para meus filhos, meu marido, minha casa… Sofro tanto com este dilema, principalmente por que o mundo me pressiona a continuar trabalhando, não que eu quisesse ficar sem fazer nada, mas eu preciso de mais tempo para a minha vida, para o que importa para mim!
Foi apenas um desabafo…
Oi, Lúcia!
Acredito que você e muitas outras mulheres sofrem esse dilema: querem ter mais tempo para a família e a casa, mas o mundo pressiona o contrário. Você deixou claro que um motivo forte para que isso não aconteça agora é a parte financeira. Acho que esse é o principal motivo que barram as outras mulheres também.
O que eu acho super inovador é as mulheres esclarecidas como você admitirem essa vontade sem vergonha alguma. E nem era para ter, ora pois! Fico surpresa de ver que está caindo por terra, pouco a pouco, a ideia retrógrada de que uma diva do lar, necessariamente, é uma mulher intelectualmente limitada e que é incapaz de ocupar seu tempo com qualquer outra coisa que não os afazeres domésticos ( como se esses afazeres fossem algo menor, e está cercada desses cuidados fosse algo ultrajante).
Beijos, bonita.
Aproveitei que tava aqui e vim me atualizar.
Antes de mais nada eu ja te disse que amo o jeito que voce escreve? Se nao disse, ta dito.
Mas sobre o assunto do post, nem quis ler os comentarios pra nao me influenciar, impressionante isso da mulher…Ela alem de ser um bicho danado, é um bicho esquisito.
Fico olhando como algumas se deixam influenciar pelo quesito “manter-se jovem”. E embora nao tenha nada contra e talvez ate tenha, fico olhando os sacrificios que fazem para ter um corpo belo e um rosto de menina.
Envelhecer é tao comum quanto acordar e escovar os dentes.
Evidente que todas nós gostariamos de ser sempre jovens. Mas por que não encarar isso de uma forma sadia e ter orgulho das rugas que aparecem?
Um beijao proce. (que também é bonita.)
Oi Lidi!!
Gostei muito do seu texto.
Sabe, depois que saí da minha cidade natal e vim para uma “cidade grande” pude sentir na pele algumas coisas… Algumas delas foram, a dificuldade de arrumar um emprego BOM quando não se conhece ninguém, quando você não tem um QI (quem indica), e principalmente, quando você aparenta ter 10 anos a menos que sua real idade e ainda tem sotaque puxado (sofri alguns preconceitos por isso).
Hoje, não trabalho fora, sigo cuidando do meu lar, como você.. mas as vezes sinto essa pressão, confesso que não sei se é maior vinda de fora ou vinda de mim mesma.
Beijoss